Sexta-feira, 25 de Julho de 2008
Não, não é sobre David Lynch e Francis Ford Coppola que venho falar. É sobre as respectivas filhas, Jennifer Lynch e Sofia Coppola. Isto porque acho injusto que a simplicidade e as referências paternas reveladas no mais recente filme lynchiano, Surveillance (Vigilância), sejam confundidas com mediocridade como os críticos querem fazer-nos crer. Eu vi o filme - o segundo realizado por Jennifer - e gostei dele. Tal como gostei do seu "primeiro fracasso", Boxing Helena, há 15 anos atrás. É verdade que não são obras-primas. Mas são muito interessantes. Talvez, se Surveillance não fosse tão colado ao universo do pai, que assina a produção executiva, conseguisse uma nota positiva desses fazedores de opinião, mas que mal tem pisar onde o pai que se admira pisou?
Ela própria sabe que é avaliada não como uma cineasta qualquer mas, sim, como a filha do génio David Lynch e, como tal, esperam sempre mais. Mais mas diferente, senão não tem originalidade, perde o valor?













Por outro lado, temos Sofia Coppola, filha de outro grande cineasta que também seguiu a sétima arte. Neste caso, os filmes também não são de tirar o fôlego, porém, estão progressivamente a formar aquilo que falta nas películas de Jennifer para ser reconhecida no meio: a marca distintiva. Um artista plástico pode ser bom mas só é famoso e vale milhões quando se destaca dos outros porque é aí que reside a genialidade. Com os cineastas, passa-se exactamente a mesma coisa.
Agora, deitar abaixo Surveillance só por causa disso não é correcto e não me venham com a treta da fraca bilheteira para se justificarem, pois, As Virgens Suicidas ou Marie Antoinette também estão longe de poderem ser considerados blockbusters e, no entanto, são muito bem defendidos nos jornais em vez de serem completamente destruídos.


publicado por garçon às 20:19 | link do post | comentar | favorito

1 comentário:
De Luís V. a 29 de Julho de 2008 às 17:25
Eu gostei bastante do "Vigilância". Nas críticas que faço a alguns filmes no meu blog dei-lhe 4 em 5.


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