Domingo, 9 de Dezembro de 2007

Uma História de Encantar, o filme da Walt Disney deste Natal realizado por Kevin Lima, não me encantou muito. Se calhar por motivos alheios, "ruído" do qual vou falar a seguir e que não me deixou entrar devidamente na fantasia. Contudo, é uma história muito boa, com um argumento muito bom, muito bem narrado e diálogos criativos - alguns revelam pequenos golpes de génio, chalaças com o mundo da fantasia e o mundo de verdade, trocadilhos confundindo a ficção e a vida real dentro do filme. O trabalho com os inúmeros animais que participam no filme deu-lhe uma mais-valia e uma grande parte das oportunidades de rir. Também vale a pena ver o papel representado por uma das minhas actrizes de eleição, Susan Sarandon, que eleva qualquer película dois ou três níveis de qualidade para cima. Nota positiva ainda para a banda sonora, ao que a Disney já nos habituou.
No entanto, e agora vem a parte extra-filme que mais me apetece comentar, fui ver esta história com a minha irmã e a minha sobrinha de cinco anos. Isto é que foi mesmo um filme! E de terror!!
A primeira parte correu lindamente (para quem não sabe, no Almada Forum as sessões orientadas para o público infantil têm intervalo). O pior veio depois. Não sei o que se passou, de repente a miúda desinteressou-se pelo filme, começou a mexer-se sem parar, não parava quieta, levantava-se, sentava-se, tirou a "almofada", pôs a "almofada", deixou cair a tampa da garrafa de água para o chão, pôs-se à procura dela não querendo voltar a sentar-se sem a encontrar primeiro (que teimosa! É mesmo leoa), etc. Tudo isto batendo nas costas da cadeira da frente, onde estava sentada uma mulher ladeada pelo presumível marido e pela presumível filha - família feliz. E sossegada!! Felizmente, porque se fosse outra, tínhamos ouvido ralhar e com alguma razão.
A atenuante para a minha querida sobrinha é que, avaliando o panorama de comportamentos no resto da sala, o dela encontra-se mais ou menos bem integrado, ou seja, não era a única a provocar distúrbios.
É difícil ver um filme com crianças. E eu que até estava a gostar e a empenhar-me para me abstrair da realidade. Impossível. Que frustração! Contudo, no meio da canalhada, como já se sabe, há reacções tão cómicas e inocentes que fazem perdoar o resto. Quando a princesa, que ao longo de quase todo o filme apresentou uns caracóis perfeitos, surgiu no baile com o cabelo esticado, ouvi um miúdo perguntar surpreso: "Olha! Quem é aquela, mãe?".


publicado por garçon às 22:55 | link do post | comentar | favorito

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