Domingo, 5 de Abril de 2009

Há precisamente uma semana fui ver o filme Choke (Asfixia) do realizador Clark Gregg. Era um trabalho classificado como indie, adaptado de um romance do mesmo autor de Fight Club e bem recebido no reputado Festival de Sundance. Além disso, li uma crítica no imdb que aguçou o apetite. Portanto, parecia haver todos os pré-requisitos para sair do cinema satisfeito. Engano! Fora os bons desempenhos das actrizes Anjelica Huston e Kelly Macdonald, ver o filme foi uma grande decepção. A história é fraca e dispersa e substima as personagens masculinas, viciadas em sexo, de forma que mais parecem protagonistas de um filme para adolescentes na puberdade. A melhor cena do actor principal, Sam Rockwell, é a da asfixia e embora faça o título não passa de um acessório no enredo.

Para compensar, na quarta-feira fui ver um blockbuster convencional que, pasme-se, é bem mais do que isso. Ou, pelo menos, está muito bem feito. Adorei ver Duplicity, de Tony Gilroy, porque foi divertido do princípio ao fim graças a uma história de espionagem comercial levada ao limite e a um humor providenciado pela qualidade dos diálogos e do elenco. Este, é preciso dizer, é de luxo: Julia Roberts, Clive Owen, Paul Giamatti, Tom Wilkinson, etc. Todos eles, mesmo os secundários, estão impecáveis mas sobretudo o par romântico é indiscutivelmente atraente e transmite uma química entre eles difícil de atingir na tela. Julia Roberts, mais madura mais bela, ilumina a sala e Clive Owen, mais apelativo em Closer do que aqui, faz bem o papel de macho latino que julga que controla a situação mas acaba sempre por seguir os passos e ser dominado pelo temperamento da amante. Cinco estrelas para o filme e também para os créditos de abertura (uma briga em slowmotion entre dois grandes da indústria dermatológica).

Ontem, sábado, vi outro filme realmente blockbuster que, mesmo assim, é melhor do que Choke. Foi He's Just Not That Into You, de Ken Kwapis, com uma longa lista de actores, uns mais conhecidos do que outros, cuja representação está nivelada entre todos numa qualidade acima da média do género Comédia romântica. Tem um argumento linear e conciso e, apesar de todos os chavões que não faltaram, revelou-se um bom entretenimento, com ideias inteligentes e humor sem ser idiota, para ver bem acompanhado.



publicado por garçon às 15:22 | link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
links
Junho 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

29
30


posts recentes

Génova

Escrito num WC público

Jacqueline Du Pré Encanto...

Polícia emancipada/o

MpI - Eu sou o 63º subscr...

Bossa, Elis, 1965, Ecolog...

O Enterro de Sidney Beche...

As palavras são como as.....

Foi Jazz - Sidney Bechet

É Jazz - Joel Xavier "Sar...

arquivos

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

tags

acesso ao casamento

bem disposto

clássicos

coisas de contar

conta como podia ser

contra-buplicidade

dança

desafio

desliguem os telemóveis.

direitos assertivos

direitos humanos

é o drama

flores

hobbies

igualdade

jazz

jazz foi

jazz fresquinho

mundo engraçado

mundo feio

o virar da página

objectivamente (fotografia)

olha pra mim

pessoas

poesia

ponto de escuta

prosa

quem sabe...

sweet sadness

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds